Invocação do Mal 2

Um daqueles filmes que deixam pessoas em guerra sobre a qualidade. O que eu acho ótimo.

O casal Warren, após lidar com o caso de Amityville, começa a pensar em se distanciar dos casos. Não viver mais nas casas assombradas, nada de Lorraine (Vera Farmiga) se comunicando com os espíritos, Ed (Patrick Wilson) exorcizando demônios. Nada. Somente participar de talk shows e opinar quando necessário e olhe lá.

Enquanto isso, na Inglaterra do final dos anos 70, a família Hodgson, moradora do subúrbio de Londres e com problemas financeiros claros, começa a experienciar situações esquisitas, para ser bem sutil, principalmente ligadas à Janet (Madison Wolfe). Barulhos, televisão trocando de canal sozinha, brinquedos ligando sozinhos, Janet acordando sozinha na sala, batidas na porta e ninguém do outro lado etc. O básico de filmes relacionados à fantasmas e demônios.

Mas a direção, com seus cortes de câmera, iluminação e a atuação de Madison Wolfe, começam a criar o ambiente assustador e tenso, aquele onde você se encolhe um pouco na cadeira e abraça a bolsa (espero que não tenha sido só eu).

Ao mesmo tempo, uma freira assustadora continua importunando os Warren, levando Lorraine a ter uma visão que nos acompanha até os últimos momentos de filme. Freira demoníaca nunca foi um conceito muito pensado por esta que vos escreve, mas essa me pegou

Freira desgraçada

Eventualmente os Warren são chamados para Londres, para agir como olhos e ouvidos da igreja, que só pode interferir com provas.

A partir daí, a história começa a tomar forma real, nos levando ao fundo do drama da família Hodgson e torcendo para que os Warren salvem o dia, pois tudo se mistura com a situação econômica da família, seu medo e a única vontade de voltar à sua rotina. Família pobre, pai ausente, 4 filhos e ainda um espírito maligno querendo tirar eles da casa? Por favor, dá um desconto.

O diretor James Wan (Jogos Mortais 1 ao 3, Invocação do Mal) usa a casa simples de modo que em um momento ela poderia estar em um especial de Natal do Velho Scrooge e no outro é o cenário ideal para uma matança diabólica em massa. Mesmo em momentos óbvios e previsíveis, o susto acontece.

Assim, é um filme que dá gosto de ver, não é tedioso, segue uma linha de tensão e se matem fiel à ela. Só cuidado com o coração, tem gente que não aguenta.

Fica:

Diretor: James Wan

Roteiro: Chad Hayes, Carey W. Hayes, James Wan, David Leslie Johnson

Duração: 133 minutos.

Inferno – Trailer Oficial #2

A essa altura do campeonato eu já tinha esquecido do Tom Hanks, do Dan Brown e dos seus livros e filmes que todo mundo que leu/assistiu um sabe o final dos outros.

Mas, entretanto, todavia, aqui temos o segundo trailer do filme Inferno, que está previsto para estrear em 28 de outubro de 2016 nos EUA.

A história envolve símbolos ocultos e organizações secretas (pra variar), mas dessa vez o problema maior seria uma nova peste liberada no mundo. O cenário é italiano e maravilhoso, pois aquele país não nos decepciona nunca, e a base da história vem da obra de Dante Alighieri, A Divina Comédia.

Posso dizer que vou querer assistir porque eu tenho esse problema: se assisti um filme de uma série, vou querer ver os outros. Foi assim que contribuí para a série Crepúsculo.

Não que Inferno faça parte de uma série, Código da Vinci e Anjos e Demônios não são antecessores diretos de Inferno, mas é a mesma fórmula, mesmo autor do livro adaptado. É tudo mais forte que eu.

Enfim, aqui vai o trailer:

The Fundamentals of Caring

Sexta-feira, 24 de junho de 2016, a Netflix estreia mais uma de suas produções, The Fundamentals of Caring, baseado no livro Amizades Improváveis.

Um adolescente britânico com distrofia muscular e previsão de mais 7-10 anos de vida e um escritor falido em negação por sua separação-quase-divórcio que faz um curso para ser cuidador de pessoas com deficiências.

O adolescente, Trevor, tem o senso de humor que vai causar 2 (duas) possíveis reações nas pessoas: 1) “ain, pobre menino, ele faz essas piadas horrorosas porque é um jeito de auto-defesa e é o que sobrou, afinal, ele é aleijado”; ou 2) “nossa, parece eu”.

O escritor, Ben, foge da ex-esposa, em negação por sua separação-que-em-breve-será-divórcio, e tem tanto a perder que eventualmente entra na do Trevor e começa a fazer piadas e responder às perguntas com respostas tão politicamente duvidosas quanto, fazendo Trevor o aceitar.

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Trevor, interpretado por Craig Roberts, e Ben, interpretado por Paul Rudd

Logo no início, a mãe de Trevor, Elsa (Jennifer Ehle) joga algo na cara de Ben (e na nossa): ele perdeu um filho. E o Trevor sabe. A partir daí comecei a perceber que o Ben não é só mais um homem que não aceita um pé na bunda, na verdade ele está de luto pelo filho há quase 3 anos. O que me fez sentir meio mal por tê-lo julgado tão rápido.

A partir daí, após Ben estourar com Trevor por cartas que o jovem rebelde não responde ou lê, pois são cartas enviadas pelo pai que o abandonou quando o filho foi diagnosticado, Trevor inventa para a mãe que Ben vai leva-lo em uma viagem. A viagem que praticamente resume o que seria o país dos Estados Unidos da América. A viagem mais aleatória, que alguns chamariam de inútil, que já ouvimos falar: ver a maior vaca do mundo, o maior buraco do país etc., todas as chamadas armadilhas para turistas que existem nas estradas norte-americanas. Trevor, um bom britânico, sabe como saborear a cultura protestante-capitalista do país colonizado por seus ancestrais. Afinal, quem não quer ver a maior vaca do mundo?

Logo na primeira parada, Selena Gomez aparece como a maior badgirl, fumando aquele cigarro Black, conhecido por ser o cigarro dos adolescentes que fingem que fumam. A cena é dolorosamente curta, porque, apesar de estar fumando um cigarro que mal pode ser chamado de cigarro, a personagem é a primeira no filme inteiro a calar a boca do jovem. Por mais que eu goste dele, é sempre bom ver um espertinho tenso e sem piadinhas.

Após a 4ª parada, Peaches (Megan Ferguson) aparece. Uma grávida de mais de 8 meses dirigindo sozinha pelo país, querendo chegar na casa da mãe, só que seu carro quebrou no meio da estrada e ela pega carona com o trio já apresentado.

Esse ponto estabelece a estrutura do filme montada. Os personagens estão desenvolvidos, nenhum deles acaba sendo o clichê que você esperava, há camadas que você sente em pequenas caretas ou atitudes. Por exemplo, o Trevor não é um deficiente com prazo de validade que virou um #Gratidão ou um impulsivo irresponsável, ele tem medos e manias e uma zona de conforto do tamanho… Bom, da Inglaterra em comparação aos EUA.

A história é desenvolvida por partes também, com uma fotografia e ritmo que lembram Pequena Miss Sunshine, além das questões emocionais as quais você se identifica ou se apega sem perceber. Talvez viajar pelas estradas norte-americanas realmente traga um pouco de luz e sabedoria para a vida e por isso tem tantos filmes sobre.

Ficha técnica:

Nome: The Fundamentals of Caring

Direção e roteiro: Rob Burnett

Duração: 93 min

Apresentações, Oscar e etecéteras

Alô, bom dia, boa noite, boa madrugada etc, esse é meu blog novo sobre cinema, se os senhores quiserem entender melhor é só clicar aqui.

Bom, eu pretendo escrever sobre os filmes que eu assistirei e já assisti, caso eu tenha a divina inspiração para falar. O banner sempre será meio triste porque eu sou uma abominação no Corel Draw, mas a ideia é  mudar a cada semana, ou quando eu encontrar coragem para tal, e conter filmes que eu gosto ou recomendados por alguém.

Agora sobre o Oscar, quero mostrar quais são minhas escolhas para as categorias principais, afinal o blog é meu e se eu não falar sobre a minha pessoa esta ferramenta online perde o propósito. Vou colocar em negrito quais eu acho que vão levar e em itálico os que deveriam levar, se eu colocar o nome sem negrito ou itálico é porque eu torço pelo ator e acho que ele levará o prêmio:

Melhor filme: Argo. Zero Dark Thirty;

Melhor direção: Amour. Zero Dark Thirty;

Melhor ator: Joaquin Phoenix ou Denzel WashingtonDaniel Day-Lewis – O que eu não reclamaria, ele realmente segurou o filme nas costas junto com o Tommy Lee Jones;

Melhor atriz: sinceramente, não faço ideia. Eu não assisti The Impossible pra saber como a Naomi Wattz está, então eu não consigo “votar”. Mas se fosse escolher entre todas as outras seria a Jennifer Lawrence;

Ator Coadjuvante: Christoph Waltz ou Tommy Lee Jones.

Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway;

Roteiro Original: Amour ou Django. Zero Dark Thirty;

Roteiro Adaptado: Argo. Lincoln.

“Conta mais, Isa”

Filme estrangeiro e Animação eu só assisti um filme de cada categoria (Amour e Wreck-It Ralph, respectivamente), então nem tenho o que falar sobre, além de que gostei dos dois, estarei torcendo de qualquer maneira e realmente acredito que Amour ganhará como Melhor Filme Estrangeiro.

Depois da premiação eu explico porque esses filmes/atores são os meus preferidos, porque não gostei tanto de Zero Dark Thirty (A Hora Mais Escura) e etecéteras assim, mas eu vou deixar algumas coisas destacadas: Zero Dark Thirty é um filme bom mas não tem timing para suspense, adrenalina, tristeza, nada. Ok, gira em torno de uma história real (a captura do Sr. Osama Bin Laden, RIP), mas está concorrendo a melhor roteiro original, então ele poderia tentar ser um filme que entrete o público com os momentos delicados, de prender a respiração e soltar com gosto depois que tudo se resolveu. Argo fez um ótimo trabalho nesse “quesito”, inclusive, há anos não assistia um filme que me deixava com uma pseudo crise de gastrite nos 20 minutos finais. Foi uma ótima experiência assistir esse filme, ele realmente entrou para a minha listinha de longas queridos.

Outra coisa: Joaquin Phoenix foi de uma atuação tão mostruosa em The Master que eu NEM SEI, entendem? O filme é complicado, eu sai da sala sem entender direito, precisei ler umas críticas depois, mas o J. Phoenix me hipnotizou com o personagem tão perturbado, lesado mentalmente pela guerra e tão bem interpretado. Ele segura o filme inteiro junto com o Philip Seymour Hoffman e a Amy Adams, todos com atuações lindas de se ver, não quero nem imaginar se fossem atores ruins naqueles papéis… Talvez seria a primeira vez em que eu dormiria no cinema.

Enfim, era isso. Até depois do Oscar, aproveitem a noite, bebam alguma coisa e não xinguem a TV a não ser que tenham 60 anos ou mais.

“Então vou continuar tacando livros pela janela”

Atualização: nunca gostei tanto de dizer “eu estava errada”. Zero Dark Thirty sem nada de destaque, Argo com EDIÇÃO E MELHOR FILME! Além de outros que eu fiquei feliz de ver, Life of Pi, Django… Eu estava desacreditada do Oscar, mas me surpreendi com as escolhas da Academia.